A produção de petróleo da República Cooperativa da Guiana atingiu 894 mil barris por dia em novembro, registrando o quarto mês consecutivo de alta. O crescimento foi impulsionado pela entrada de uma nova unidade flutuante de produção, operada por consórcio liderado pela Exxon Mobil. O avanço posiciona o país como um exportador relevante na América do Sul e tende a influenciar fluxos marítimos e contratos internacionais de energia.
No Brasil, o setor de biocombustíveis avançou com o anúncio de investimento de R$ 140 milhões da Biopower, empresa da JBS, para modernização de usinas em São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina. A expectativa é atingir uma produção de cerca de 650 milhões de litros de biodiesel em 2025, ampliando a capacidade nacional e o potencial de participação do produto nas exportações.
Os movimentos ocorrem em paralelo às discussões globais sobre descarbonização do transporte marítimo. A Organização Marítima Internacional mantém a meta de emissões líquidas zero até 2050, o que amplia o espaço para combustíveis alternativos no bunker naval e tende a influenciar custos operacionais e exigências ambientais em contratos de importação e exportação.
No campo regulatório, mudanças na Convenção SOLAS passam a valer a partir de 2026 e determinam que navios comuniquem imediatamente às autoridades a perda de contêineres no mar. A medida busca aumentar a segurança da navegação e a proteção ambiental, com impacto direto na gestão de risco, rastreabilidade e compliance das operações de comércio exterior.