Uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela afetou diretamente o comércio exterior do país. Segundo a Argus Media, armadores passaram a buscar a aplicação de prêmio de risco de guerra nos embarques de ureia. Para continuar exportando, produtores venezuelanos reduziram o preço FOB do produto, que tem como destino mercados próximos, como o Brasil.
Na Ásia, uma decisão comercial já vinha seguindo a mesma lógica de controle. No fim do ano passado, a China proibiu exportações de bens de dupla utilização para o Japão. A medida atinge itens usados tanto no setor civil quanto no militar e pode avançar para restrições sobre terras raras, das quais o Japão depende em cerca de 60% para abastecer sua indústria.
No Brasil, ao longo de 2025, o país bateu recorde na exportação de minério de ferro, encerrando o ano com 416,4 milhões de toneladas embarcadas, puxadas pela demanda chinesa. No mesmo período, avançaram as negociações do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, e um projeto de terras raras em Minas Gerais recebeu apoio de Austrália, Canadá e França, com foco na futura exportação desses minerais.