O acordo Mercosul União Europeia entrou em uma fase decisiva. França e Irlanda confirmaram voto contrário, pressionadas por protestos de agricultores, enquanto outros países do bloco articulam maioria qualificada para viabilizar a aprovação. Caso avance, o pacto tende a impactar tarifas, acesso a mercados e o planejamento de exportações e importações brasileiras nos próximos meses.
No agro, os dados mostram movimentos distintos entre produtos e destinos. As exportações brasileiras de ovos fecharam 2025 em nível recorde, impulsionadas pela forte demanda dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a imposição de tarifas reduziu parte do ritmo dos embarques e estimulou a busca por novos mercados.
Em sentido oposto, as exportações de suco de laranja recuaram em volume e receita na safra 2025/26. As compras da Europa, China e Japão diminuíram, enquanto os Estados Unidos ampliaram participação, aumentando a concentração dos embarques em um único destino e exigindo ajustes na estratégia comercial.
No mercado interno, os estoques de feijão-carioca estão em nível crítico, equivalentes a cerca de 15 dias de consumo. A redução da área plantada e a migração de produtores para culturas mais voltadas à exportação elevam o risco de volatilidade de preços e mostram como decisões produtivas também afetam a dinâmica do comércio.
No cenário internacional, a China registrou aceleração da inflação ao consumidor, enquanto a deflação ao produtor persiste. A expectativa de novos estímulos econômicos pode influenciar preços, produção e demanda global, com reflexos diretos sobre exportações, importações e custos nas cadeias internacionais.