Mudanças regulatórias e tarifas alteram o fluxo do comércio global

Mudanças regulatórias e tarifas alteram o fluxo do comércio global

O comércio exterior inicia 2026 em um contexto de mudanças regulatórias, ajustes tarifários e reconfiguração das cadeias globais. Decisões recentes de política comercial adotadas por grandes economias, combinadas a fatores internos no Brasil, têm influenciado rotas logísticas, custos operacionais e a organização das operações de importação e exportação.

No Brasil, a arrecadação federal alcançou R$ 2,89 trilhões em 2025, o maior valor da série histórica. Em termos reais, o crescimento foi de 3,7% em relação a 2024, com destaque para o aumento do IOF, da arrecadação previdenciária e de novas frentes de tributação. O resultado ocorreu mesmo com a manutenção do déficit fiscal ao final do exercício.

A agenda logística nacional ganhou relevância com o debate em torno do leilão do novo terminal Tecon Santos 10. O projeto prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e ampliação de cerca de 50% da capacidade do Porto de Santos. A discussão sobre restrições à participação de armadores internacionais gerou manifestações de autoridades estrangeiras e pode influenciar o formato e o cronograma do certame previsto para este ano.

No ambiente externo, medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos já apresentam reflexos sobre o comércio brasileiro. Dados do setor de dispositivos médicos indicam redução no valor total exportado em 2025, acompanhada de aumento das vendas para mercados como Reino Unido, Turquia, Colômbia, China e Alemanha. O movimento ocorre em paralelo a negociações comerciais entre outros blocos, como a União Europeia e a Índia, e a tensões comerciais envolvendo Estados Unidos, Canadá e China.

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