O Brasil ampliou sua presença no comércio exterior agropecuário com avanços relevantes nas exportações. A Indonésia habilitou novos frigoríficos brasileiros para a venda de carne bovina, aumentando o número de plantas autorizadas e abrindo espaço para maior volume embarcado ao longo de 2026. Ao mesmo tempo, a ONU apontou a carne suína brasileira como a mais competitiva do mundo, com preço médio de US$ 2,57 por quilo exportado, abaixo dos praticados por Estados Unidos e União Europeia.
Esse movimento vem acompanhado de números recordes. Em 2025, o Brasil exportou 1,51 milhão de toneladas de carne suína, o maior volume da série histórica. Apesar do bom desempenho externo, o início de 2026 registra queda de preços no mercado interno, o que tende a manter o foco dos produtores no mercado internacional. Para a logística, o cenário exige planejamento de capacidade, janelas de embarque bem definidas e atenção à cadeia do frio.
Além das proteínas, o Brasil avançou na abertura de novos mercados na Ásia. A Malásia autorizou a importação de farinha e óleo de aves, enquanto Mianmar liberou produtos como amendoim, gergelim, castanhas e mudas de café. São mercados ainda menores em valor absoluto, mas estratégicos para diversificação de destinos e criação de novos fluxos exportadores, especialmente para o Sudeste Asiático.
No campo operacional, a logística doméstica passa por ajustes relevantes. A FedEx anunciou o encerramento gradual do transporte nacional no Brasil, mantendo apenas operações internacionais e de supply chain. A saída tende a pressionar preços e redistribuir demanda entre transportadoras, impactando prazos e custos para embarcadores que operam cadeias integradas entre o mercado interno e o comércio exterior.