Os Estados Unidos sinalizaram possível revisão nas tarifas de aço e alumínio e suspenderam medidas tecnológicas contra a China antes da próxima cúpula entre Trump e Xi. O movimento reduz tensão no curto prazo, mas mantém a imprevisibilidade regulatória. Para a indústria e para o comércio exterior, isso significa atenção redobrada à formação de preço, origem de insumos e contratos de médio prazo.
Na Europa, o superávit comercial voltou a cair, pressionado pela queda de exportações para os EUA e pelo aumento do déficit com a China. O bloco enfrenta perda de competitividade industrial e tende a redirecionar fluxos comerciais. Esse cenário pode impactar rotas, demanda por capacidade logística e estratégias de sourcing global.
No eixo América Latina e Europa, a Câmara da Argentina aprovou o acordo Mercosul-UE, acelerando a agenda de integração. Se ratificado pelos demais membros, o tratado reduzirá tarifas de forma progressiva e exigirá atenção às regras de origem. Empresas que se anteciparem ao novo cenário tarifário podem ganhar vantagem competitiva.
Ao mesmo tempo, o Brasil intensifica articulações com Índia e Coreia do Sul para cooperação em minerais críticos e agregação de valor. A estratégia é avançar no processamento local, reduzindo a dependência da exportação de commodities brutas. Isso pode gerar nova demanda por tecnologia importada, investimentos industriais e reorganização das cadeias logísticas nos próximos anos.