O Porto de Santos iniciou 2026 com 12,7 milhões de toneladas movimentadas em janeiro e 467 mil TEU, o melhor resultado já registrado para o mês. O crescimento foi puxado pelo açúcar e pelo complexo soja, indicando demanda externa aquecida logo na largada do ano. Para exportadores, o cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado de booking e gestão rigorosa de prazos. Volume elevado no principal porto do país aumenta a pressão operacional em semanas de pico.
No ambiente internacional, o presidente Donald Trump afirmou que 50 milhões de barris de petróleo venezuelano seguem para Houston, enquanto tensões no Oriente Médio elevaram os preços do barril. Energia mais cara impacta bunker marítimo, frete aéreo e seguros internacionais. Mesmo que o repasse não seja imediato, o custo logístico tende a reagir nas próximas semanas. Cadeias que dependem de transporte de longa distância devem monitorar esse movimento com atenção.
Na agenda estratégica, o governo brasileiro anunciou R$ 200 milhões para projetos ligados a minerais críticos e etapas industriais mais avançadas da cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, a Vale estruturou consórcio para operações de níquel no Canadá, mantendo contratos de fornecimento. O tema reforça a disputa global por minerais estratégicos ligados à transição energética. O desafio brasileiro é avançar além da extração e capturar maior valor agregado nas exportações.
Na Argentina, a reforma trabalhista aprovada pelo governo de Javier Milei ocorreu sob protestos e paralisações. Embora o impacto estrutural seja econômico, o curto prazo pode trazer riscos logísticos no transporte interno e no cumprimento de prazos. Empresas com fluxo regional devem acompanhar possíveis instabilidades operacionais. Em um cenário de exportações fortes e energia pressionando custos, previsibilidade logística segue sendo fator decisivo.