Brasil negocia minerais com os EUA e avança em acordo com a UE

Brasil negocia minerais com os EUA e avança em acordo com a UE

O comércio internacional entrou em uma nova fase de reorganização estratégica, e o Brasil passou a integrar diretamente esse movimento. Nesta semana, os Estados Unidos enviaram uma missão ao país para discutir minerais críticos como terras raras, grafite e níquel. Esses insumos são considerados estratégicos porque são utilizados em tecnologias ligadas à defesa, energia limpa e semicondutores, e hoje têm forte concentração de refino na China.

A iniciativa ocorre em meio ao esforço americano de reduzir essa dependência e diversificar fornecedores. O governo brasileiro informou que não concederá exclusividade nas negociações. As conversas podem envolver cooperação técnica, financiamento e desenvolvimento de etapas da cadeia produtiva no próprio Brasil, o que ampliaria o papel do país no comércio de recursos estratégicos.

Enquanto isso, no eixo Europa, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo entre Mercosul e União Europeia. O tratado prevê redução gradual de tarifas e ampliação de acesso a mercados entre os blocos, mas ainda depende de ratificação dos demais países envolvidos para entrar em vigor. Caso implementado, pode alterar fluxos comerciais em setores agroindustriais e industriais, ampliando o intercâmbio entre Brasil e Europa.

Internamente, o governo também avançou na agenda logística ao encaminhar à Antaq o modelo de concessão integrada dos portos e hidrovias do Rio Grande do Sul. O projeto prevê investimento estimado em R$ 134 milhões e inclui canais estratégicos de acesso aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. A proposta busca garantir manutenção de calado e maior previsibilidade operacional, fatores que impactam diretamente a eficiência das exportações da região.

No ambiente externo, o cenário permanece sensível. Nos Estados Unidos, a FedEx ingressou com ação judicial para solicitar reembolso de tarifas impostas sob legislação de emergência comercial, após decisão da Suprema Corte considerar ilegais determinadas cobranças anteriores. Ao mesmo tempo, a tensão entre Estados Unidos e Irã elevou o nível de atenção no Oriente Médio, situação que pode influenciar preços do petróleo e custos logísticos globais.

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