O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia segue avançando nas etapas de ratificação dentro do bloco sul-americano. O Senado do Paraguai aprovou recentemente o tratado, enquanto no Brasil o Senado Federal também concluiu a análise do acordo. Negociado ao longo de mais de duas décadas, o tratado tem potencial para formar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, conectando mercados que somam mais de 700 milhões de consumidores e ampliando oportunidades comerciais entre os dois blocos.
Enquanto avanços institucionais indicam maior integração comercial no médio prazo, o cenário geopolítico no Oriente Médio começa a gerar reflexos nas operações logísticas globais. A transportadora marítima Maersk anunciou a suspensão temporária da aceitação de reservas de carga para diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Catar, Bahrein e parte da Arábia Saudita. A medida vale para cargas com origem, destino ou trânsito nesses mercados e pode exigir redirecionamento de rotas e ajustes no planejamento de embarques.
No transporte aéreo, o principal aeroporto de Israel, o Aeroporto Ben Gurion, começou a reabrir gradualmente após o fechamento do espaço aéreo no início do conflito. A operação ainda ocorre de forma limitada, com apenas um voo por hora na fase inicial e prioridade para voos de repatriação, o que pode manter o espaço de carga restrito no curto prazo.
Empresas brasileiras com presença logística na região também acompanham o cenário com cautela. A mineradora Vale S.A. informou que suspendeu viagens de funcionários ao Oriente Médio e monitora possíveis reflexos em suas operações em Omã, onde mantém uma fábrica de pelotas e um centro de distribuição estratégico para a movimentação de minério de ferro entre Europa, Ásia e África.