A Turquia estendeu o cancelamento de voos para diversos destinos do Oriente Médio, incluindo Iraque, Síria, Líbano e Jordânia, além de hubs importantes do Golfo como Doha, Dubai, Kuwait, Bahrein, Abu Dhabi e Dammam. As suspensões envolvem companhias como Turkish Airlines, Pegasus, AJet e SunExpress, com parte das operações paralisadas até 13 de março e voos para o Irã cancelados até 20 de março, reduzindo rotas e conexões aéreas na região.
No Irã, autoridades anunciaram que cidadãos que vivem no exterior poderão ter bens confiscados caso apoiem governos considerados inimigos, como Estados Unidos ou Israel, em meio a protestos da diáspora iraniana em diferentes países. Ao mesmo tempo, a China criticou a viagem do primeiro-ministro de Taiwan ao Japão e afirmou estar extremamente vigilante sobre qualquer movimento relacionado à questão taiwanesa, ampliando a pressão diplomática entre Pequim, Tóquio e Taipé.
A pressão sobre energia e cadeias de suprimento também acende alertas no Brasil. O país ainda depende da importação de parte do diesel consumido e de fertilizantes usados no agronegócio, mantendo exposição a oscilações externas. No comércio exterior, importadores acompanham a próxima etapa do Novo Processo de Importação: quando a Declaração de Importação (DI) for desligada, licenças registradas após essa data não poderão mais ser vinculadas ao modelo antigo e terão que seguir obrigatoriamente pela DUIMP. Ao mesmo tempo, a logística interna registrou avanço com as ferrovias, que bateram recorde de cerca de 555 milhões de toneladas transportadas, puxadas principalmente pelo escoamento de minério e grãos.
Em outra frente da economia global, a crescente demanda por chips voltados à inteligência artificial começa a pressionar a oferta de semicondutores. O movimento já levanta alertas sobre aumento de custos na indústria eletrônica e possível encarecimento de smartphones e outros dispositivos nos próximos meses. Seguradoras também reforçaram orientações sobre cobertura de guerra no transporte internacional, que normalmente cobre danos físicos à carga e confisco, mas não atrasos ou aumentos de custos logísticos decorrentes de conflitos.