Os Estados Unidos confirmaram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, somada aos 25% já aplicados sobre parte das exportações, elevando a carga tarifária para até 37,5% em alguns setores. Em resposta, o governo brasileiro informou que pretende acionar a Lei de Reciprocidade por meio da Camex e consultar a Organização Mundial do Comércio. Paralelamente, foi lançado o programa Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em crédito destinados a empresas afetadas pelas tarifas e pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio.
Enquanto isso, o transporte marítimo segue em processo de ajuste diante do aumento da oferta de navios, da desaceleração da demanda global e da utilização de blank sailings pelas armadoras. O cenário ocorre em meio aos movimentos das companhias para adequar a capacidade disponível nas principais rotas internacionais e à acomodação observada nos fretes nas últimas semanas.
No cenário internacional, as novas sanções impostas à Rússia ampliaram as restrições sobre operações financeiras e comerciais, com potenciais efeitos sobre pagamentos internacionais, cadeias de suprimento e o comércio de commodities e fertilizantes. As medidas se somam às sanções já aplicadas por países e blocos econômicos desde o início do conflito na Ucrânia.
No Brasil, a Portonave concluiu a chegada de 14 novos guindastes elétricos de pátio em Navegantes (SC), dentro de um plano de investimentos superior a R$ 500 milhões voltado à ampliação da capacidade operacional. Com as obras de expansão do cais, o terminal projeta aumentar sua movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Também foi firmado um acordo para estudos de transbordo offshore de soja no Porto de Santos, iniciativa voltada à ampliação da eficiência das operações de exportação do agronegócio.