As exportações da China cresceram 25% em agosto e alcançaram US$ 401,4 bilhões, enquanto as importações avançaram 28,2% e o superávit comercial chegou a US$ 119 bilhões, resultado registrado mesmo após uma série de tufões provocar atrasos operacionais em importantes regiões portuárias do país. Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho estão os semicondutores, cujas exportações cresceram 129,8% impulsionadas pela demanda global por equipamentos ligados à expansão da inteligência artificial e da infraestrutura digital, e os automóveis, que registraram alta de 43%, com destaque para os veículos de nova energia.
O avanço do comércio exterior chinês acontece em um momento de maior pressão sobre a logística asiática, já que os portos de Xangai e Ningbo continuam absorvendo os impactos provocados pelos tufões de agosto. Em algumas operações, o tempo de espera para atracação chegou a cerca de dez dias, enquanto transportadores e embarcadores acompanham riscos de rollover de cargas, omissão de escalas e blank sailings. Ao mesmo tempo, importadores da América do Norte e da Europa vêm antecipando pedidos para as temporadas de Natal e Black Friday, movimento que ajuda a explicar o aumento dos embarques e mantém elevada a demanda por capacidade marítima no início do último trimestre do ano.
Na América do Norte, entraram em vigor as tarifas retaliatórias impostas pelo Canadá sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos. As alíquotas variam entre 15% e 50% e atingem segmentos como aço, eletrônicos, equipamentos agrícolas, eletrodomésticos e vestuário, ampliando uma disputa comercial que ganhou força após medidas semelhantes adotadas pelos americanos. A nova rodada de tarifas adiciona incertezas ao comércio regional e pode influenciar decisões de compra, abastecimento e movimentação de cargas entre empresas que atuam nos dois mercados.
Outra movimentação relevante ocorreu na Ásia, onde Rússia e Coreia do Norte inauguraram sua primeira ligação rodoviária direta, criando uma nova rota de conexão entre os dois países e ampliando a infraestrutura logística disponível na região. A estrutura possui capacidade estimada para até 300 veículos por dia e passa a complementar as conexões ferroviárias e aéreas já existentes, fortalecendo a integração do corredor e ampliando as opções de transporte em uma região que vem buscando desenvolver novas alternativas para a circulação de mercadorias e pessoas.