Mercado acompanha efeitos das eleições enquanto armadores ampliam recargos e Anvisa atualiza exigências

Mercado acompanha efeitos das eleições enquanto armadores ampliam recargos e Anvisa atualiza exigências

O resultado das eleições brasileiras passou a ser acompanhado de perto por empresas ligadas ao comércio exterior após a alta de quase 10% do EWZ, principal ETF que acompanha ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, movimento que direcionou as atenções do mercado para os próximos desdobramentos do câmbio, dos juros e da política econômica, fatores que influenciam diretamente os custos de importação, exportação e financiamento das operações.

Enquanto isso, o transporte marítimo continua operando sob forte volatilidade. As tarifas da Ásia para os Estados Unidos permanecem elevadas, enquanto os fretes para a Europa seguem em queda, mas os congestionamentos ainda consomem mais de 8% da capacidade da frota mundial e limitam a oferta efetiva de espaço nos navios. Com a expectativa de que a normalização das cadeias logísticas leve até dez meses, embarcadores seguem enfrentando incertezas relacionadas a custos, prazos e planejamento de cargas.

A pressão também aumentou com os novos recargos anunciados por Maersk e CMA CGM para cargas originadas no Brasil. A Maersk passou a aplicar uma sobretaxa de US$ 500 por contêiner para embarques destinados à Europa, enquanto a CMA CGM informou cobranças adicionais de US$ 500 por contêiner e de até US$ 1.000 por TEU em determinados contratos, ampliando os custos das operações em diferentes rotas internacionais e refletindo os ajustes promovidos pelos armadores em suas redes de serviços.

No campo operacional, importadores precisarão se adaptar às mudanças da Anvisa na DUIMP, que ampliam as exigências de informação para cargas sujeitas à fiscalização sanitária e reforçam a integração dos processos ao Portal Único de Comércio Exterior. Ao mesmo tempo, o Porto de Fortaleza avança com a implantação de um novo terminal que deverá triplicar sua capacidade de movimentação de contêineres, enquanto o canal de acesso ao Porto de Itajaí voltou a operar após interrupções causadas por correntezas, movimentos que reforçam a capacidade logística nacional em um cenário ainda marcado por custos elevados e ajustes nas cadeias globais de suprimento.

Precisa de Soluções Logísticas Globais?

Podemos ajudar com nossos serviços.