As exportações brasileiras somaram US$ 284,65 bilhões entre janeiro e setembro, resultado 10,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado pela ampliação das vendas para diferentes mercados, com destaque para a Índia, que elevou suas compras em 85,5%. A China permaneceu como principal destino dos produtos brasileiros, enquanto Estados Unidos e Argentina registraram retração. Com o desempenho, a balança comercial acumula superávit de US$ 62,4 bilhões em 2026.
A movimentação ocorre em um cenário internacional marcado por novos desafios para as cadeias globais. No Iêmen, ataques houthis próximos ao Aeroporto Internacional de Aden obrigaram o desvio de um voo comercial e aumentaram as preocupações com a segurança na região de Bab el-Mandeb, uma das principais passagens do comércio marítimo mundial. Ao mesmo tempo, ataques contra navios mercantes no Mar Negro seguem ampliando os riscos para rotas estratégicas de transporte.
Na Europa, o governo alemão bloqueou a aquisição de 80% da empresa logística Zippel pela estatal chinesa Cosco Shipping. A decisão foi justificada por questões de segurança econômica e pelo receio de ampliar a dependência de ativos considerados estratégicos para o funcionamento das cadeias de abastecimento. O episódio reforça a crescente preocupação de governos com o controle de infraestruturas ligadas ao comércio e à logística.
O setor também acompanhou novos movimentos de expansão e ajustes operacionais. A ANAC autorizou a canadense WestJet a operar voos regulares no Brasil, abrindo caminho para a rota entre Calgary e São Paulo a partir de dezembro. Já a C.H. Robinson anunciou a aquisição da RXO por US$ 5,8 bilhões, ampliando sua presença no transporte rodoviário norte-americano. Enquanto isso, os principais portos brasileiros continuam enfrentando filas para atracação que variam de algumas horas a até cinco dias, refletindo os desafios de capacidade e eficiência da infraestrutura logística nacional.