A Comissão Europeia avalia a possibilidade de implementar de forma provisória o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A proposta busca permitir a entrada em vigor de partes do tratado sem a ratificação completa do Parlamento Europeu, em meio ao atual impasse jurídico. Caso avance, a medida pode destravar negociações comerciais no curto prazo, ainda que sob risco de questionamentos legais futuros.
No mesmo dia, durante o Fórum Econômico Mundial, Donald Trump defendeu o uso de tarifas como instrumento para corrigir desequilíbrios comerciais e afirmou que os Estados Unidos não podem continuar “subsidiando o mundo”. O presidente também condicionou incentivos fiscais e menores impostos a empresas que produzirem dentro do território americano, reforçando uma agenda de estímulo à produção doméstica.
Trump também criticou políticas de transição energética adotadas por países europeus, questionando a viabilidade econômica da energia eólica e defendendo a ampliação do uso de petróleo, gás e energia nuclear. As declarações ocorreram em um contexto de negociações entre Estados Unidos e aliados europeus que envolvem comércio, energia e segurança estratégica.
Na América do Sul, o Equador anunciou a imposição de uma tarifa de 30% sobre produtos importados da Colômbia, com vigência a partir de fevereiro. A medida foi justificada pelo governo equatoriano como resposta a desequilíbrios comerciais e questões de segurança na fronteira entre os dois países, e tende a afetar o fluxo bilateral de mercadorias e os custos logísticos na região.
Nesse contexto de maior incerteza no comércio internacional e de ajustes nas relações regionais, o setor têxtil brasileiro projeta crescimento mais moderado em 2026. A produção deve crescer 1,1%, enquanto as importações de produtos têxteis e de vestuário tendem a avançar 5,1%. Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras do setor devem registrar crescimento de 3,3%, segundo projeções da Abit.