O início de dezembro trouxe novidades no Brasil e no exterior que podem influenciar como os produtos circulam entre países.
Após uma reunião com autoridades chinesas, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a França pode aplicar tarifas a produtos da China caso o déficit comercial com a União Europeia continue crescendo. A declaração colocou o tema novamente em discussão e reacende a possibilidade de mudanças nas rotas entre Ásia e Europa, o que também pode alterar o ritmo de cargas que passam por outros mercados, inclusive o brasileiro.
No Brasil, avançou o projeto de lei que cria um selo oficial de origem para produtos exportados. Ele serve para identificar onde cada mercadoria foi produzida e será obrigatório na maior parte das exportações. A mudança exige ajustes simples, mas importantes, nas embalagens e nos processos das empresas, já que passa a fazer parte da preparação do embarque.
O campo também trouxe novidades. A produção do café robusta especial aumentou e ganhou mais procura no mercado internacional, impulsionada por preços acima de 295 dólares por saca. Isso eleva o volume exportado e aumenta o movimento nos portos do Espírito Santo, que concentram grande parte desses embarques.
A soja segue no mesmo ritmo de avanço. O plantio da safra 25/26 já alcança 91 por cento da área prevista, com estimativas entre 171 e 178 milhões de toneladas. Como é o principal produto exportado pelo Brasil, esse volume influencia diretamente a organização de transportes, armazenagem e operações portuárias no início de 2026.