Comércio exterior em movimento: Índia, EUA e logística no radar

Comércio exterior em movimento: Índia, EUA e logística no radar

O governo brasileiro prepara para fevereiro de 2026 a maior missão empresarial da atual gestão à Índia, em um esforço para ampliar exportações e diversificar destinos comerciais na Ásia. O país é tratado como estratégico pelo tamanho do mercado consumidor e pelo potencial de negócios em agronegócio, tecnologia, energia limpa e fertilizantes. Hoje, a corrente de comércio entre Brasil e Índia gira em torno de US$ 12 bilhões, com meta oficial de alcançar US$ 20 bilhões até 2030.

O tema dos fertilizantes aparece como ponto central dessa aproximação. O Brasil produz cerca de 30% do que consome e depende fortemente de importações para sustentar sua produção agrícola. A negociação com a Índia busca maior previsibilidade no fornecimento de insumos, fator relevante para a estabilidade da produção e das exportações do agronegócio brasileiro.

Nos Estados Unidos, os dados mais recentes mostram crescimento do PIB impulsionado pelo consumo e pelo avanço das exportações. O cenário indica manutenção da demanda externa e influencia diretamente os fluxos globais de comércio, com reflexos em planejamento de embarques, prazos e custos logísticos em rotas ligadas ao mercado americano.

No Brasil, a agenda de infraestrutura também trouxe um ponto relevante para o comércio exterior. O BNDES aprovou cerca de R$ 2 bilhões para a construção de 162 km de ferrovia em Mato Grosso, projeto voltado ao escoamento do agronegócio. A ampliação da malha ferroviária busca reduzir gargalos logísticos internos e melhorar a eficiência no transporte de cargas destinadas à exportação.

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