Greve na BR‑101 ocorre em meio a subsídio da gasolina e tensão no petróleo

Greve na BR‑101 ocorre em meio a subsídio da gasolina e tensão no petróleo

O bloqueio parcial da BR‑101 no Rio Grande do Norte, provocado por caminhoneiros após o impasse nas negociações salariais, voltou a pressionar um dos principais corredores logísticos do Nordeste. A paralisação, declarada por tempo indeterminado, acontece em um momento de escassez de mão de obra no transporte rodoviário e reacende o risco de atrasos, aumento de custos e instabilidade no abastecimento regional.

Ao mesmo tempo, o governo federal passou a conceder um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro de gasolina, válido por dois meses, como resposta à alta do petróleo causada pela escalada do conflito no Oriente Médio. O apoio tende a aliviar pontualmente o custo do frete, mas tem alcance limitado e não elimina a exposição do setor à volatilidade dos combustíveis.

No exterior, a instabilidade no Estreito de Ormuz segue forçando ajustes rápidos nas cadeias globais de energia. A Índia acelerou a diversificação de fornecedores e ampliou compras fora do Oriente Médio, incluindo países da América Latina e da África, movimento que redesenha rotas, contratos e fluxos comerciais em um ambiente de maior risco geopolítico.

Enquanto isso, o comércio bilateral com os Estados Unidos segue enfraquecido. As exportações brasileiras para o mercado americano caíram pelo nono mês consecutivo, aprofundando o déficit comercial e aumentando a cautela de empresas expostas a esse fluxo. Com a possibilidade de novas tarifas no radar, o cenário exige ajustes simultâneos em logística, preços e estratégia comercial.

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