O incêndio registrado a bordo do porta-contêineres HMM Platinum segue entre os assuntos mais acompanhados pelo mercado logístico. A embarcação, que transporta cerca de 2.300 contêineres e realizava viagem entre a Índia e o Brasil, desviou sua rota para a África do Sul em busca de um porto de refúgio. Com escalas previstas em Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande, o caso já gera preocupação sobre impactos nos cronogramas de entrega, além da possibilidade de declaração de Avaria Grossa, que poderá exigir garantias para a liberação das cargas após as inspeções.
Também nesta sexta-feira (9), a paralisação de caminhoneiros autônomos coloca operadores e terminais em estado de atenção. O movimento reivindica melhorias operacionais, ajustes nos agendamentos, redução de filas e maior organização das operações nos terminais. A expectativa é de impactos pontuais no fluxo de cargas ao longo do dia, especialmente em regiões diretamente afetadas pelas mobilizações.
Nos próximos dias, empresas que atuam no comércio exterior também devem ficar atentas às paradas programadas do Siscomex, previstas para os dias 11 e 12 de outubro, entre 1h e 5h. Embora as interrupções ocorram durante a madrugada e em um fim de semana prolongado, afetando menos as operações regulares, a recomendação é que importadores, exportadores e operadores logísticos considerem as indisponibilidades no planejamento de atividades que dependam dos sistemas.
No transporte marítimo, a Hapag-Lloyd anunciou sua saída da parceria com MSC e ONE no serviço entre a Ásia e a Costa Leste da América do Sul. A mudança passará a valer em abril de 2027, com a MSC ampliando a oferta de embarcações para manter a frequência semanal da rota, que continuará atendendo portos brasileiros como Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande. Já a Maersk informou que elevará para 20% a sobretaxa emergencial de combustível aplicada ao transporte terrestre no Reino Unido e na Irlanda. No campo regulatório, o MDIC abriu consulta pública sobre pedidos de prorrogação do Regime de Autopeças Não Produzidas, enquanto estudos da DHL indicam que a crescente demanda por equipamentos ligados à inteligência artificial continua impulsionando o comércio internacional e gerando novos ganhos de eficiência para a logística global.