A entrada em vigor da política “No MRN, No Load” da Maersk adiciona uma nova etapa de atenção para embarques destinados à União Europeia. A exigência determina que cargas sujeitas ao sistema ICS2 só embarquem com o Movement Reference Number (MRN) validado dentro dos prazos estabelecidos. A medida reforça a importância da conformidade documental e aumenta a atenção de exportadores, agentes de carga e despachantes para evitar atrasos, retenções e custos adicionais na cadeia logística.
No campo das discussões globais, o excesso de capacidade produtiva da China ganhou espaço nas reuniões do G20. Com a demanda doméstica ainda enfraquecida, o país segue direcionando parte importante da sua produção para os mercados internacionais, ampliando preocupações de Estados Unidos e União Europeia sobre competitividade e possíveis desequilíbrios comerciais. O tema permanece no radar por seu potencial impacto sobre tarifas, barreiras comerciais e fluxos globais de mercadorias.
O avanço das importações também preocupa a cadeia produtiva do alho no Brasil. Segundo representantes do setor, o produto importado, principalmente da Argentina e da China, chega ao mercado com preços inferiores aos custos de produção nacionais, pressionando a rentabilidade dos produtores. As compras externas cresceram 9,1% em 2025, enquanto a área cultivada no país deve registrar retração de cerca de 15% nesta safra. O setor defende a revisão de mecanismos de defesa comercial e alerta para riscos de aumento da dependência do mercado externo.
Outra movimentação relevante para o agronegócio internacional foi a reabertura do mercado japonês para a carne bovina argentina após duas décadas. O acordo permite a exportação de carne proveniente de regiões livres de febre aftosa com vacinação e representa uma nova oportunidade para os frigoríficos argentinos em um mercado que movimenta aproximadamente US$ 3 bilhões por ano em importações de carne bovina. A decisão reforça a importância dos acordos sanitários como ferramenta de expansão comercial e amplia a concorrência no mercado global de proteínas.