O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de 26 anos, não foi assinado durante a última cúpula do bloco. O motivo foi a falta de consenso dentro da própria União Europeia, principalmente por preocupações de países europeus com seus setores agrícolas.
Mesmo com o adiamento, a União Europeia enviou uma carta ao Brasil afirmando que pretende concluir a assinatura do acordo no início de janeiro de 2026, após resolver seus trâmites internos. Ainda assim, o clima entre os países do Mercosul é de frustração, já que o acordo era aguardado como um avanço importante para o comércio entre as regiões.
Diante desse cenário, o Mercosul decidiu acelerar outras negociações comerciais. Um dos principais movimentos foi o início das conversas para um acordo com o Vietnã, com o objetivo de ampliar o comércio e reduzir tarifas. O bloco também sinalizou que vai priorizar novos acordos com outros países, sem depender apenas da Europa.
Ao mesmo tempo, o comércio internacional segue sendo impactado por tensões globais. A interceptação de navios ligados à Venezuela pelos Estados Unidos em águas internacionais mostra como questões políticas continuam afetando rotas marítimas e o fluxo de mercadorias no mundo.
Para quem atua ou acompanha o comércio exterior, o recado é claro: o Mercosul busca diversificar parceiros e reduzir riscos em um cenário global cada vez mais instável.