A proposta de cobrança de uma taxa equivalente a 20% sobre cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz acrescentou um novo fator de preocupação a uma rota que já vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado. Em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, a possibilidade de aumento dos custos de passagem se soma à redução do tráfego observada na região e ajuda a explicar a recente valorização do petróleo, reacendendo preocupações sobre os reflexos que um cenário de instabilidade pode gerar para fretes, abastecimento e planejamento logístico em diferentes mercados.
A atenção aos riscos estratégicos também ganhou força no Japão, que anunciou a criação de uma nova estrutura voltada à proteção de informações consideradas essenciais para sua competitividade industrial. A iniciativa reflete uma preocupação crescente entre grandes economias com a preservação de tecnologias, processos produtivos e conhecimento técnico em setores considerados críticos, em um momento no qual a disputa por liderança industrial e tecnológica passou a ocupar papel central nas políticas econômicas de diversos países.
Na América do Sul, a Venezuela voltou a chamar atenção após a inflação anual atingir 544%, impulsionada pela forte desvalorização da moeda local. O avanço dos preços aprofunda a deterioração das condições econômicas do país e amplia os desafios para empresas que mantêm relações comerciais com o mercado venezuelano, sobretudo em operações que dependem de previsibilidade financeira e estabilidade cambial. O cenário ganha relevância adicional diante da influência exercida pelos Estados Unidos sobre receitas provenientes das exportações venezuelanas, fator que segue impactando o ambiente de negócios e a atuação de empresas interessadas no país.