Petróleo em alta, navio russo no Irã e greve aérea na Argentina pressionam o comex

Petróleo em alta, navio russo no Irã e greve aérea na Argentina pressionam o comex

A tensão entre Estados Unidos e Irã elevou o risco no Oriente Médio e o mercado reagiu antes mesmo de qualquer interrupção concreta na oferta. O foco está no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Quando esse corredor entra em alerta, o impacto tende a aparecer rapidamente nos preços internacionais de energia.

O barril de referência global, conhecido como Brent, voltou a orbitar a faixa dos US$ 70. O Brent é utilizado como base para contratos internacionais de petróleo e influencia diretamente os custos de combustível ao redor do mundo. Movimentos de alta costumam refletir no transporte marítimo, no seguro internacional e na estrutura de custos logísticos, especialmente em operações de longa distância.

O cenário ganhou novo elemento com a chegada de um navio de guerra russo ao Irã e a realização de exercícios navais conjuntos no Mar de Omã, aumentando a tensão na região e reforçando o prêmio de risco no mercado de energia.

Na América do Sul, a greve geral na Argentina afetou a malha aérea e levou ao cancelamento de 255 voos pela Aerolíneas Argentinas, incluindo rotas internacionais que conectam Argentina e Brasil. Como parte relevante da carga internacional é transportada no porão de voos comerciais, os cancelamentos impactam também embarques de mercadorias, conexões e prazos.

No ambiente financeiro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno, ampliando o clima de cautela no sistema bancário. Para o comércio exterior, isso pode significar crédito mais restrito e maior custo financeiro para empresas que dependem de capital de giro para importar ou exportar.

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