Tensão internacional, juros e logística no centro da semana

Tensão internacional, juros e logística no centro da semana

O comércio exterior avança pela semana em um ambiente de maior cautela. As ameaças dos Estados Unidos ao Irã elevaram o prêmio de risco global, especialmente no mercado de energia, com reflexos diretos sobre custos de seguro, frete e planejamento logístico. Mesmo sem escalada militar, o aumento da tensão já interfere na previsibilidade das cadeias internacionais.

No Brasil, a Super Quarta trouxe sinais mistos para importadores e exportadores. A Selic foi mantida em 15% ao ano, mas o Banco Central indicou a possibilidade de iniciar cortes a partir de março, caso o cenário permita. Ainda assim, o juro real segue elevado, pressionando capital de giro e decisões de investimento, enquanto o dólar próximo de R$ 5,20 oferece apenas um alívio pontual para operações de importação.

Enquanto o risco externo cresce, a América Latina avança em agendas práticas. Brasil e Panamá firmaram acordos em investimentos, comércio e logística, reforçando a cooperação em transporte marítimo e cadeias que passam pelo Canal do Panamá. Paralelamente, conversas com Bolívia e Chile recolocaram no radar temas como acesso a portos, corredores logísticos e integração energética, com foco em eficiência e redução de custos regionais.

No cenário internacional mais amplo, a revisão do acordo entre Estados Unidos, México e Canadá reacendeu o debate sobre regras de origem mais rígidas e minerais críticos, com potencial de redesenhar fluxos produtivos globais. Ao mesmo tempo, a Petrobras ampliou contratos de exportação de petróleo para a Índia, fortalecendo a diversificação de mercados brasileiros em um momento de elevada volatilidade global.

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