No sábado, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro e na mudança do controle político do país. A ação trouxe incertezas ao comércio internacional de energia, embora o impacto imediato sobre os preços do petróleo seja limitado, já que a produção venezuelana permanece abaixo de 1 milhão de barris por dia.
O governo americano indicou interesse em levar empresas dos EUA para reconstruir a infraestrutura petrolífera venezuelana. Esse processo depende de investimentos elevados, tempo e estabilidade política. Ao mesmo tempo, a Venezuela segue em default desde 2017, com dívida externa estimada entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões, o que afeta crédito, pagamentos internacionais e seguros ligados às operações comerciais.
A crise venezuelana aprofundou o desalinhamento entre Estados Unidos e China. A China condenou a ação americana e defendeu uma solução diplomática, enquanto contratos chineses de fornecimento de petróleo com a estatal venezuelana entram em risco.
Nesse contexto, o Brasil passa a ser apontado como fornecedor alternativo de petróleo para a China. A produção crescente no pré-sal, a qualidade do óleo e a ausência de sanções internacionais colocam o país como opção para compensar possíveis interrupções no fornecimento venezuelano, o que pode alterar fluxos de exportação e rotas comerciais.
Em paralelo, os Estados Unidos bloquearam um acordo envolvendo ativos de chips por razões de segurança nacional e vínculos com a China. A decisão reforça o aumento do controle sobre cadeias globais consideradas estratégicas, com impacto direto nos fluxos de importação e exportação de tecnologia.